quinta-feira, 27 de junho de 2019

PCdoB reitera voto contrário à Reforma da Previdência



Parlamentares elencaram maldades que ainda estão contidas no relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Richard Silva/ PCdoB na Câmara

Esta semana, a Comissão Especial da Reforma da Previdência realizou novas reuniões para discutir o parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Foram 127 parlamentares que participaram dos debates, além de líderes partidários. Agora, a comissão entra na reta final, mas parlamentares da Oposição ainda tentam adiar votação do texto. Durante a reunião desta quarta-feira (26), comunistas voltaram a criticar trechos que consideram cruéis da Reforma da Previdência e defenderam o adiamento da votação por cinco sessões.

Os requerimentos, no entanto, serão analisados apenas na quinta-feira (27), após a leitura do relator da sua complementação de voto. Só depois desta etapa é que a data de votação do texto será definida. Esta foi a quarta reunião destinada à discussão do parecer e mesmo com a possibilidade de complementação de voto, Moreira afirmou que não fará “alterações estruturais” no seu texto.

Durante a reunião, parlamentares do PCdoB reiteraram seu voto contrário ao texto de Moreira, apesar de reconhecerem avanços no relatório do tucano, como a retirada da capitalização. “O governo quer passar a ideia de que todos os problemas do Brasil serão resolvidos com a Reforma da Previdência. Isso não corresponde à verdade. Nós já fizemos muitas outras reformas, não somos contra isso. Mas somos totalmente contra o conteúdo desta reforma, que não resolverá os problemas da economia brasileira. A reforma não é remédio para corrigir os defeitos da economia. É a economia que corrige os problemas na previdência, não o oposto”, afirmou o líder comunista, deputado Daniel Almeida (BA).

Líder da Minoria na Câmara, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) fez duras críticas ao texto defendido pelo governo. Para ela, num momento de desemprego elevado, o governo deveria investir na geração de emprego e renda, no desenvolvimento do país. “Estamos vivendo uma situação dificílima no Brasil, com milhares de desempregados. Entre eles, jovens e mulheres, em sua maioria. E vejo uma elite nesse país de costas para esta realidade. É nesse momento que as pessoas precisam mais da proteção do Estado brasileiro. Foram anos de luta e batalha para construir um texto constitucional que tivesse um sistema de proteção social, que se chama seguridade social. Não é só o principal sistema de proteção social, mas o principal programa de transferência de renda. As pessoas que recebem esse benefício giram a economia dos seus municípios. É essa maioria de gente que trabalha que está sendo violentada nessa Reforma da Previdência”, argumentou Jandira.

Fonte: PCdoB na Câmara









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