quarta-feira, 16 de maio de 2018

Eleição é peça-chave para barrar de vez Reforma da Previdência



Temer e aliados tentam retomar Reforma da Previdência até dezembro. Para comunistas eleições e mobilização popular serão essenciais para barrar nova tentativa de ressuscitar a matéria.

Reprodução da internet

Desde o início dessa semana, aliados de Temer têm tentado ressuscitar o debate sobre a Reforma da Previdência. Eliseu Padilha, Romero Jucá e o próprio Temer, em seu discurso comemorativo dos dois anos de retrocessos de seu governo, têm batido na tecla da votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/16 até o final do ano. Para tanto, os governistas tentam cooptar adeptos e mantêm o tom de desastre para o país, caso a matéria não avance antes do próximo ano. “Se engana quem pensa que a Reforma da Previdência não será realizada”, afirmou Michel Temer durante discurso no Palácio do Planalto, na terça-feira (15).

O emedebista, no entanto, já havia anunciado que pretende convidar seu sucessor para, juntos, tentarem aprovar a reforma. A batalha, porém, é árdua, e se o governo já não possuía os votos necessários para aprovar a PEC no final de 2017, com a corrida eleitoral o tema deve ficar ainda mais escondido.

Para a bancada do PCdoB, o resultado do pleito de outubro e a manutenção da pressão popular serão fundamentais para barrar de vez a PEC 287/16. “Eles dizem que vão tentar colocar em pauta, mas não vejo condições políticas para isso. Não há vontade popular e as mobilizações contra a Reforma da Previdência continuam. Percebo que quem se posicionou a favor da reforma tem tido dificuldade para circular. Essa é a nossa garantia para que essa reforma não retorne à pauta após as eleições”, afirmou o deputado Daniel Almeida (BA).

A vice-líder do PCdoB, deputada Alice Portugal (BA), lembrou que Temer usou a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, decretada em fevereiro, para camuflar sua falta de apoio à matéria. Isso porque, nenhuma mudança constitucional, como a Reforma da Previdência, pode ser feita enquanto durar uma intervenção. Para a parlamentar, não há dúvidas de que Temer e seus aliados “se resguardaram, recolheram suas armas”, por causa da alta rejeição à matéria. No entanto, alertou, é preciso ficar atento aos próximos passos.

“Agora eles vão tratar de enganar o povo e cooptar lideranças e prefeitos com as emendas que eles destinaram de maneira discricionária para base de Temer. Eles estão chegando com milhões nos interiores para com isso tentarem repetir uma maioria nessa Câmara. Mas nós estamos também com foco em candidaturas alinhadas com o povo e vamos fazer maioria nesse Congresso. Vamos derrotar as intenções golpistas e estas alianças destrutivas para o país. Pois se eles ganharem, é possível que tenham força para retomar essa agenda, mas se nós ganharmos nós partiremos para uma contraofensiva de resgate de direitos”, apontou.

Fonte: PCdoB na Câmara









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