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Parlamentares defendem greve dos petroleiros no TST

Por PCdoB na Câmara

Publicado em quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020


Stephane Felipa

Um grupo de parlamentares de oposição na Câmara e no Senado, acompanhado por dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), esteve na tarde desta terça-feira (18) em audiência com ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), para debater a situação da greve dos trabalhadores da Petrobras.

A paralisação, que completou 18 dias, foi declarada ilegal por decisão monocrática do ministro do TST, que autorizou a empresa a adotar sanções contra os funcionários em greve. A líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (AC), participou do encontro junto com outros parlamentares da bancada comunista. “Na audiência com o ministro Ives Gandra, discutimos a situação da greve dos petroleiros, vítimas de demissões arbitrárias”, destacou.

Um grande ato foi realizado durante a tarde desta terça no Rio de Janeiro, reunindo movimentos populares, estudantes e trabalhadores em defesa da estatal e em apoio ao movimento grevista. Ao todo são mais de 20 mil funcionários em greve, com 121 unidades do Sistema Petrobras em paralisação.

Após a reunião com Ives Gandra, a líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), informou que a intermediação dos parlamentares deu resultado. “Acordo negociado por nós, oposição: mesa de negociação do TST com direção nacional dos petroleiros marcada aqui em Brasília para sexta-feira (21). Vamos lá, galera”, escreveu no Twitter.

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) destacou que os petroleiros estão em greve porque a estatal não está cumprindo o acordo coletivo de trabalho da categoria e está promovendo demissões sem qualquer entendimento com os representantes dos trabalhadores.

“Achamos estranho que o TST, através do ministro Ives Gandra, está tentando punir os trabalhadores. Nós solicitamos a audiência com o ministro, para dialogar com ele e demonstrar que, se querem por fim à greve, a estatal deve cumprir o acordo”, afirmou.

Demissões

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) decidiu nesta terça que as demissões dos mais de mil empregados da Fábrica de Fertilizantes do Paraná (Fafen-PR) devem ser suspensas pelo menos até 6 de março.

A decisão aconteceu após audiência de dissídio coletivo de greve movida pelo Sindiquimica-PR contra a direção da Petrobras. As demissões na Fafen são um dos principais pontos da greve dos petroleiros. A direção da estatal decidiu fechar a empresa e demitir em massa, contrariando acordo coletivo.