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“Fura-fila”: Daniel Almeida critica a compra de vacinas pelo setor privado

Por Ascom Daniel Almeida

Publicado em quarta-feira, 7 de abril de 2021


Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto sobre compra de imunizantes pelo setor privado. O projeto nº 948/2021 preconiza a compra de vacinas contra a Covid-19 pela iniciativa privada para a imunização gratuita de seus empregados, desde que doe a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) criticou a medida, pois a avalia como uma brecha para o “fura-fila”. “O Congresso Nacional está entregando a saúde pública nas mãos do grande mercado. Como se não bastassem todos os absurdos cometidos até aqui, Bolsonaro incentiva o 'fura-fila', com a conivência do Parlamento brasileiro, para construir privilégios para aqueles que podem comprar. Repudiamos esse ato”, comenta.

O parlamentar, que defende a ampla vacinação gratuita pelo SUS, é contra a perspectiva mercantilista em relação ao assunto. “Coroar a visão de que o mercado é sagrado e tem que ser preservado acima das vidas é, como se diz aqui no Nordeste: quem tem a unha maior, que suba na parede”, pontua. “Essa é a confissão da falta de compaixão e percepção da gravidade do problema que está instaurado no país”, opina.

Consórcio Nordeste

Daniel também criticou a postura do presidente da República em negar o acesso a mais de 40 milhões de doses que foram adquiridas pelo Consórcio Nordeste. “Bolsonaro não tem plano para enfrentar a covid e vem sabotado todas as medidas possíveis. E agora sabota a aquisição da Sputnik pelo Consórcio Nordeste, interferindo para que não chegue à população”, rechaça.

“Enquanto isso, temos recordes chocantes de mortes diárias. Mais de 4 mil vidas ceifadas é uma barbárie!”, comenta. “O momento é dramático e não podemos continuar errando no enfrentamento à Covid. Cada erro tem custado milhares de vidas. Precisamos defender o Plano Nacional de Imunização, para fechar a porta lateral do 'fura-fila' e garantir a mínima preservação dos grupos prioritários de setores essenciais que estão na linha de frente”, finaliza.