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Daniel Almeida aponta que desmonte dos bancos públicos fere soberania

Por PCdoB na Câmara

Publicado em terça-feira, 29 de outubro de 2019


Richard Silva

O deputado federal Daniel Almeida, líder do PCdoB na Câmara, ocupou a tribuna nesta terça-feira (29) para defender os bancos públicos do país, que estão na mira da sanha entreguista da malta privatista do ministro da Economia Paulo Guedes.

“Não é possível o desmonte que querem promover nos bancos públicos do nosso país”, denunciou. O parlamentar lembrou a importância dos bancos estatais: “Como o país pode investir, se desenvolver, fomentar os investimentos na indústria, na infraestrutura sem o BNDES; como a agricultura pode deixar de ter o Banco do Brasil; a Caixa Econômica deixar de ser o principal instrumento de crédito para habitação e saneamento”.

Em sua fala, o parlamentar fez uma saudação aos bancários que participavam do seminário “O Brasil é nosso”, que reuniu em Brasília profissionais da categoria de todo o país.

Promovido pelas frentes parlamentares mistas em Defesa da Soberania Nacional e em Defesa dos Bancos Públicos, o evento fez parte da campanha em defesa da importância que as instituições financeiras estatais têm para assegurar a soberania nacional, o crédito, o emprego e o desenvolvimento da economia brasileira. “Acho fundamental que a defesa dos bancos públicos se insira na defesa da soberania”, afirmou Almeida.

Crédito

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados do Banco Central de março de 2019, mostra que 90,9% do crédito na região Norte é concedido por bancos públicos. No Centro-Oeste, 88,1%; no Nordeste 84,8%; e no Sul 80,5%. Somente na região Sudeste os bancos privados detêm a maior parte do crédito (69,3%).

Considerando as carteiras específicas de crédito rural e habitacional, os bancos públicos respondem por 72,9% e 80,5%, respectivamente, dos financiamentos para estas áreas em todo o país, chegando a responder pela totalidade do crédito destas carteiras em algumas regiões.

O seminário teve o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa (Fenae).