quinta-feira, 25 de maio de 2017

Centrais: Violência não vai intimidar luta contra reformas



Os trabalhadores dos quatro cantos do país que protestavam em Brasília contra as reformas da Previdência e Trabalhista foram atacados pela Polícia Militar do Distrito Federal com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo na tarde desta quarta-feira (24). A marcha seguia pacífica e se encaminhava ao Congresso Nacional. Dirigentes das centrais de trabalhadores condenaram as agressões.

A ação da tropa de choque deixou feridos e militantes também foram presos. Ainda não há boletim oficial divulgado sobre o número de feridos. O presidente ilegítimo Michel Temer, através do ministro da Defesa Raul Jungmann, convocou o exército para tomar as ruas da capital federal.

“Isso faz lembrar os piores tempos da ditadura militar. Mal a marcha chegou ao parlamento e já começou a ser reprimida com bombas em mulheres, crianças e trabalhadores que estão aqui só para defender seu direito de trabalhar livremente, tem seu direito trabalhista garantido, o acesso à Previdência. Mas se acham que vão nos intimidar, não vão. Vamos reconquistar a democracia neste país”, disse Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A marcha que reuniu, segundo os organizadores, cerca de 150 mil pessoas se iniciou no estacionamento do estádio Mané Garrincha e seguiu até a Esplanada dos ministérios, com cerco montado pela polícia desde as primeiras horas da manhã. Neste ponto começou a investida da polícia militar.

Além do ato contrário às reformas, os manifestantes também exigiam a renúncia do presidente Michel Temer envolvido em operações de pagamento de propina para impedir delação na Lava Jato. A convocação de eleições diretas para presidente também foi um dos motes da manifestação.

Estoque de bombas

Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) contou as cenas de terror vividas pelos manifestantes. “Muita gente passou mal, sofreu agressão, teve gente atingida por bala de borracha, teve a cabeça quebrada com cassetete. Parece que a ordem do Temer é aproveita que eu tô saindo e acaba com o estoque de bombas. Mas toda a investida do governo só fez reforçar a unidade das centrais”, enfatizou o dirigente da CTB.

De acordo com Adilson, o uso da força é um ato de desespero de um governo que vê a cada dia mais inviável a sua permanência na presidência. “Tenta resistir à base da força reprimindo uma manifestação pacífica que superou as expectativas e ganhou as ruas de Brasília cobrando uma saída e com um corte bem marcante em defesa das eleições diretas”.

Greve geral

O presidente da CTB espera que a próxima reunião das centrais sinalize para a definição de uma nova greve geral com ampla participação e com uma bandeira alternativa para o país. “Penso que a marcha deu mais peso para as eleições diretas no movimento das centrais sindicais”, analisou Adilson.

“Saídas combinadas apenas pela elite brasileira, no andar de cima, sem a participação efetiva dos trabalhadores, não funcionam e são inaceitáveis”, afirmou nota divulgada nesta tarde pela Força Sindical.

Na opinião da entidade, “O País precisa de uma saída constitucional e pactuada para superar este momento de profunda crise”. Ainda de acordo com a nota, a central defende que “O diálogo nacional, para ser efetivo, tem de incluir os trabalhadores”.

 


Marcha histórica

Antes da ação da polícia militar a marcha transcorria pacífica. Segundo Adilson, a caminhada com milhares de trabalhadores seguia "vibrante" e foi mais uma demonstração ao Congresso e ao ilegítimo Temer que o povo não concorda com as reformas e que o presidente não tem condições morais para permanecer no cargo.

De acordo com ele, a unidade mostrada pelas centrais vai fazer cada parlamentar pensar duas vezes antes de votar a favor das reformas da Previdência e Trabalhista.

Por: Railídia Carvalho
Fonte: Portal Vermelho









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