NOTÍCIA

Daniel Almeida repudia demissões no setor bancário

Por PCdoB na Câmara

Publicado em terça-feira, 3 de novembro de 2020


Contraf-CUT

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) condenou nesta terça-feira (3) as demissões que vêm ocorrendo no setor bancário. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, só este ano mais de 12 mil trabalhadores do setor bancário foram demitidos. Enquanto isso, os bancos continuam registrando lucros elevados, como os R$ 9,891 bi anunciados pelo Santander ou os R$ 12,657 bi do Bradesco.

“No Santander houve 2.045 demissões e no Bradesco 1.224 demissões. Enquanto os bancos lucram os trabalhadores estão perdendo os seus empregos, as agências estão sendo fechadas. No Santander 149 agências foram fechadas e no Bradesco 372. O Bradesco anuncia que fechará em torno de 1.100 agências. É um escárnio, um absurdo! Esse setor não tem do que reclamar. Tinha que pagar mais para enfrentar a pandemia e está escorchando os trabalhadores, aqueles que têm necessidade de ter acesso a crédito no nosso país”, destacou o parlamentar.

Almeida destacou a importância das mobilizações dos trabalhadores do setor, condenando a prática dos bancos.

“Não podemos permitir que esse setor continue a lucrar tanto e a maltratar tanto os bancários promovendo demissões e prejudicando tanto a nossa economia. Mas não é só no setor privado. Infelizmente, há uma política de desmonte das instituições públicas financeiras. O Banco do Nordeste e a Caixa Econômica estão anunciando que estimularão a demissão voluntária, o que é absolutamente condenável. Parabéns aos bancários pela resistência”, disse.

As demissões quebram compromisso assumido ainda no primeiro semestre pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), feito em mesa de negociação com o Comando Nacional Bancário, de não realizar demissões durante a pandemia.

Desde outubro, para denunciar o caso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) vem promovendo uma série de ações como mobilizações nas redes sociais, intervenções urbanas em prédios e locais públicos, atos e paralisações nas agências e diálogo junto aos clientes com orientações contra as vendas casadas de produtos e direitos de melhor atendimento bancário.