segunda-feira, 4 de junho de 2018


FORRÓ

Daniel Almeida defende matrizes do forró como patrimônio imaterial do Brasil



Comissão de Cultura quer inscrever o Forró como patrimônio cultural imaterial do Brasil. A audiência pública está prevista para o dia 13 de junho na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Richard Silva/ PCdoB na Câmara

A Comissão de Cultura aprovou requerimento dos deputados Daniel Almeida (PCdoB/BA) e Luciana Santos (PCdoB/PE), para realização de audiência pública com o objetivo de debater a inclusão das matrizes do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. Os parlamentares apoiam iniciativas no sentido de incluir essas matrizes — a exemplo do que aconteceu com o Samba — no livro de registro de bens imateriais do povo brasileiro. Desde 2011 há um pedido de reconhecimento do Forró como patrimônio cultural imaterial do Brasil, conforme relata o requerimento da audiência.

A iniciativa se deu em meio a diálogos da Associação Cultural Balaio Nordeste com forrozeiros atuantes no Estado da Paraíba, que passaram a organizar o “Fórum Forró de Raiz”. “Esse movimento busca a promoção de debates e ações voltadas para a melhoria das condições de cidadania dos artistas que trabalham com o forró, em suas diversas denominações: baião xote, xaxado, rojão, chamego, balanço, miudinho, forró-samba e quadrilha/arrasta-pé”, informam os parlamentares.

Posteriormente, a Câmara do Patrimônio Imaterial do IPHAN atestou a pertinência do reconhecimento nacional e ponderou a necessidade de uma maior articulação da comunidade forrozeira em torno da Instrução Técnica de Registro e a audiência se soma aos esforços de ouvir o povo brasileiro a respeito do assunto. "O registro do forró como patrimônio imaterial chega em um oportuno momento de fortalecer a tradição do ritmo na cultura brasileira. A Bahia, por exemplo, possui essa forte marca dos festejos juninos, algumas cidades do interior são totalmente ocupadas fomentando a economia local. O forró traduz a cultura nordestina na sua base", defende o deputado federal Daniel Almeida, autor do requerimento.

O documento aprovado por unanimidade pela comissão ressalta ainda que o processo de registro das Matrizes do Forró como Patrimônio Cultural do país tem o apoio de todos os estados nordestinos. Os deputados acreditam que esse registro é fundamental para o fortalecimento simbólico de toda a região nordestina, uma vez que potencializa as cadeias produtivas e informais criadas em torno do forró, como a indumentária, a gastronomia e o artesanato.

Como ressalta a presidente do Colegiado da Bahia, Rozania Macedo, a proposta é tornar o forró um patrimônio imaterial da humanidade e conseqüentemente implementar políticas públicas para salvaguardar esse bem. “A cultura nordestina precisa ser preservada e esse será nosso objetivo, ou seja, imaterialidade a identidade do povo nordestino e suas raízes culturais. Esse movimento é muito importante para a sociedade civil e para os envolvidos com a música. O que nós buscamos neste evento é apoio para o registro das matrizes do forró como patrimônio imaterial. O estilo musical faz parte da cultura nordestina, que é a história de um povo que sustenta a tradição. A militância quer apoio, pois precisamos registrar as matrizes no Iphan”, declarou.

Fonte: Ascom Daniel Almeida









Últimas Notícias


CDEICS
Precarização e direitos trabalhistas são destaques em painel da CDEICS


Política Externa e Inserção Internacional são temas de audiência na CDEICS

Estatais
Daniel Almeida comemora decisão do STF que impede desmonte da Petrobras

Abastecimento
Daniel Almeida comemora inauguração da adutora em Campo Alegre de Lourdes


Painel promovido pela CDEICS debateu financiamento do desenvolvimento econômico




Escritório Político Salvador:
Rua Rubens Guelli, 134, Ed. Empresarial Itaigara, sala 203
Itaigara, Salvador-BA
CEP: 41815-135

Tel: (71) 3266-0063
ascom@daniel.org.br